sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Professor entra em greve de fome por salário

Professor entra em greve de fome por salário


O professor de Filosofia Francisco das Chagas, 27 anos, levantou da cama às 6h de ontem, em sua casa, no bairro Vila Nova. Tomou café às 7h. Vestiu-se com um saco de lixo preto, colou em si mesmo cartazes pintados por ele no dia anterior, com a frase “professor em greve de fome”, maquiou-se de palhaço com tinta vermelha e branca, e seguiu para o edifício da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Chegou lá às 9h, manteve-se de pé na frente do edifício. Desde então, Francisco não comeu mais.

Ele se declarou em greve de fome até que o governo do estado pague os salários de professores contratados da rede escolar, que estão atrasados há quatro meses. Em cartazes pregados nos corrimãos do edifício, havia a frase “Passe a bola da educação”. Logo ao lado, Francisco segurava uma bola preta com a palavra “educação” colada, que ele pretendia passar para quem quisesse. “Essa ‘bola’ já passou pelo município, pelo estado, pelos alunos e pelos professores, mas ninguém quer”, declarou ele.




domingo, 27 de junho de 2010

Estatuto da igualdade racial: a aprovação de uma farsa

Projeto marca um retrocesso nas reivindicações históricas do movimento, como a política de cotas

Cláudia Durans, docente da UFMA, e Hertz Dias

Foi com entusiasmo que o ex-ministro da Igualdade Racial Edson Santos celebrou a aprovação do Estatuto da (des)Igualdade Racial pelo Senado. Mas não há nada o que comemorar, pois o texto não representa as reivindicações históricas do povo negro. O estatuto, durante o tempo em que tramitou no Congresso, sofreu ataques da direita e de setores burgueses até ser aprovado totalmente diferente do projeto original.

O fato revela o cinismo e a perversidade da burguesia racista, herdeira econômica, política e culturalmente dos escravocratas, que pretende continuar mantendo a exploração, a opressão e a humilhação da população negra.

A expectativa era de que o Estatuto da Igualdade Racial fosse um instrumento que de fato contribuísse para enfrentar a discriminação racial. E que também estabelecesse políticas de ações afirmativas para garantir os direitos essenciais dos afrodescendentes vitimados pelo processo de histórico de escravidão.

No entanto, o que poderia ter sido um avanço não passou de um acordo entre o PT, através do senador Paulo Paim (RS), a SEPPIR (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) e representantes do agronegócio e ruralistas, por meio do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator na Comissão de Constituição e Justiça.

Assim, o estatuto aprovado é a síntese mais fiel da aliança de forças nacionais que representa o governo Lula. A secretaria de igualdade racial deste governo nada fez de concreto para reduzir as desigualdades raciais no Brasil. Ao contrário, não passou de acessório, de uma simbologia racial para cooptar parte da militância negra.

Desta forma, o estatuto aprovado suprimiu pontos importantes como as cotas para negros nas universidades públicas, o que não nos causa espanto, pois o relator defende as “cotas sociais” e não raciais, e que o acesso à universidade deve ser baseado no “princípio do mérito e da capacidade de cada um”.

Da mesma forma, foram suprimidas as cotas do mercado de trabalho, assim como a redução do percentual de 30% para 10% de cotas reservadas à participação de negros em partidos políticos.

Outro aspecto importante excluído do texto original foi o que tratava da regularização de terras para remanescentes de quilombos, um erro muito grave. A retirada deste tema não considera os quilombolas como proprietários de territórios historicamente ocupados, como forma de sobrevivência física e cultural desta população. Acrescentou-se a esse documento o incentivo fiscal que o governo poderá dar a empresas com mais de 20 funcionários que decidirem contratar pelo menos 20% de negros.

Há ainda neste estatuto erros gravíssimos do ponto de vista conceitual, a exemplo da retirada das categorias raça, escravidão e identidade negra. No que se refere a raça, o argumento utilizado enfatiza que do ponto de vista genético as raças não existem. No entanto, como conceito social, esta categoria ganhou um novo significado através do movimento negro e por intelectuais de várias áreas de conhecimento. O sentido é o de deixar clara a hierarquização da sociedade brasileira, na qual os grupos étnicos foram e são marcados por profundas desigualdades e discriminações.

Na mesma direção, foi rejeitado o termo escravidão, pois ele foi considerado como tradicional e inadequado, pois se trata de algo do passado. Como a sociedade brasileira está em transição, emergindo para uma sociedade democrática, com propostas de ações afirmativas que visam acabar com as desigualdades sociais, “escravidão” não seria o termo mais adequado.

Ora, a escravidão do negro no Brasil durou quase quatrocentos anos, em contraste com apenas 122 anos de trabalho livre, o que constitui uma prolongada experiência histórica que até hoje deixa marcas profundas nessa população, tanto no que se refere ao acesso aos bens materiais e culturais, como na dificuldade de construção da identidade étnica.

Não restam dúvidas que o Estado brasileiro tem uma dívida histórica com o povo negro. O estatuto seria uma forma de buscar assegurar direitos políticos, econômicos, sociais e culturais desta população, através de uma política de ações afirmativas que dessem conta das demandas históricas.

Precisamos desfazer os mitos junto à população submetida à miséria, à violência cotidiana e aos programas assistencialistas, que reiteram a subalternidade e retiram a dignidade do ser humano. Assim como o significado do governo Lula, que tem suas raízes no movimento operário, que confirma as políticas racistas e reacionárias do DEM, impossibilitando o acesso da juventude à educação superior, da população negra a políticas de saúde diferenciadas, dos remanescentes de quilombo à terra.

Somamo-nos às 24 organizações do movimento negro que se manifestam contra a versão atual do Estatuto da Igualdade Racial, esvaziado de conteúdo de justiça racial. O estatuto aprovado não tem força de lei, foi rebaixado, tendo o caráter de apenas autorizar e não determinar, fazer cumprir. Isto fica visível inclusive com a retirada de recursos para sua execução pelos gestores, que não são obrigados a colocarem-no em prática.

O estatuto está na contramão dos avanços nas lutas institucionais do movimento negro contra o racismo, a exemplo da política de cotas implementada em muitas universidades públicas.

Conclamamos a juventude, as trabalhadoras e os trabalhadores negros para a luta contra a dominação racista, contra a exploração, por melhores condições de trabalho e de existência, para que reine a liberdade e as diferenças sejam respeitadas. Em defesa das cotas para negros nas universidades públicas! Pela titulação de terra aos remanescentes de quilombos!

fonte: Jornal "Opinião Socialista"

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Para movimento negro, Estatuto da Igualdade Racial perde força com a retirada de pontos importantes

Roberta Lopes,  Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Estatuto da Igualdade Racial é um instrumento legal importante, mas perdeu a força por deixar de fora pontos importantes para o movimento negro, como as cotas nas universidades e nos partidos políticos e as políticas para a saúde negra, afirmou hoje (17) a coordenadora do Movimento Negro Unificado (MNU) do Distrito Federal, Jacira da Silva. O texto foi aprovado pelo Senado na noite de ontem (16).

Para ela, o texto aprovado, que vai para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é uma versão descaracterizada do texto original. “Em nome da negociação se chegou a essa versão final. Como instrumento legal é muito importante, mas se retirou quatro ou mais itens que eram a espinha dorsal do estatuto. É uma ação na contramão da política do governo”, analisou.

Jacira se refere à questão das cotas para negros dentro dos partidos políticos, das cotas raciais em universidades, da política de saúde e da questão da posse da terra para comunidades remanescentes de quilombos. Esses pontos foram retirados por meio de acordo para que a votação no plenário do Senado Federal ocorresse.

De acordo com Jacira, a garantia das cotas raciais é importante para reduzir disparidades. “As universidades federais e as não federais já adotaram o sistema de cotas raciais, e digo cotas raciais porque as cotas sociais permeiam qualquer tipo de discriminação, e a questão etnorracial está presente desde a época da abolição da escravatura no Brasil", afirmou.

Sobre as políticas para saúde, ela destacou a existência de doenças que têm maior incidência na população negra. “Estamos reivindicando, como direito de cidadania, uma política para saúde voltada para as incidências de doenças e prevenções que acometem a população negra. É uma questão genética e não política”, observou.

A médica e Coordenadora da Comissão Intersetorial de Saúde da População Negra, Jurema Werneck, afirmou que a maior parte dos problemas de saúde que afetam a população negra está direta ou indiretamente ligada ao preconceito. “No caso das mulheres grávidas, por exemplo, nós temos os casos de hipertensão, que afetam mais mulheres negras”, explicou.

Ela disse ainda que as mulheres negras, quando expostas à discriminação, acabam não tendo acesso a meios de prevenção de doenças e a um pré-natal de qualidade. “Muitas vezes também não são repassadas informações de maneira correta. Elas enfrentam muitas dificuldades que estão relacionadas ao preconceito racial”, observou.

Outro ponto importante para o movimento negro que foi suprimido no texto final foi a questão da posse da terra. De acordo com Jacira, grileiros e “coronéis” estão tomando as terras e empreendimentos como hidrelétricas estão “expulsando” populações remanescentes de quilombos que estão há mais de 200 anos no local.

Jacira disse ainda que é uma responsabilidade de todos os parlamentares aprovar as leis que estão em tramitação no Congresso Nacional, como a que diz respeito a cotas raciais nas universidade, para preencher as lacunas deixadas pelos pontos que ficaram de fora do estatuto.

“A sociedade precisa desses mecanismos e precisamos que as leis que estão no Congresso sejam aprovadas para garantir nossa liberdade de expressão, de defender socialmente nosso direito à saúde, educação, que são direitos vitais garantidos pela Constituição Federal”, disse.

Edição: Lílian Beraldo

domingo, 30 de maio de 2010

Conlutas recolhe assinaturas pela sanção dos 7,7% aos aposentados e pelo fim do fator previdenciário

Já assinaram mais de mil pessoas


Presidente Lula, sancione imediatamente o reajuste de 7,72% as aposentadorias e o fim do fator previdenciário

A Câmara Federal e o Senado já aprovaram reajuste de 7,72% as aposentadorias e pensões retroativo a janeiro de 2010 e o fim do fator previdenciário.
Essa foi uma conquista após uma árdua luta dos aposentados e pensionistas brasileiros, com o apoio de diversas entidades.

Agora, só falta o presidente Lula sancionar essa lei para que entre em vigor imediatamente.

Nós, abaixo-assinados, apoiamos a luta dos aposentados e pensionistas do país, que depois de décadas trabalhando e pagando Previdência Social vêem seus rendimentos sendo reajustados com valores aviltantes. Isso é uma vergonha! Isso é um desrespeito!

Além disso, o fator previdenciário, criado no Governo FHC, foi uma medida profundamente injusta cujo objetivo foi reduzir o valor das aposentadorias e aumentar o tempo de trabalho. Por isso, sempre foi uma reivindicação do movimento sindical brasileiro acabar com esta medida.

Solicitamos ao presidente Lula que sancione imediatamente o PLV 2/10, que mantém o reajuste de 7,72% aos aposentados e pensionistas e garante o fim do fator previdenciário. Não ao veto!

Pedimos a todos os companheiros e companheiras a apoiarem esta luta. Veja como ajudar:

1) Participe do abaixo-assinado eletrônico:

Clique aqui para assinar:

http://www.petitiononline.com/conlttt/petition.html

2) Envie moções contra o veto de Lula ao Fim do Fator Previdenciário e ao reajuste de 7,72% dos aposentados

Às Entidades Sindicais, Movimento Popular e Estudantil, Parlamentares, Personalidades Políticas e Ativistas

Companheiros e companheiras, pedimos a todos que encaminhem, com urgência, moções de apoio aos seguinte endereços abaixo:

gabinete@planalto.gov.br
cobap@cobap.org.br
secretaria@conlutas.org.br

Modelo de moção

CONTRA O VETO DE LULA AO FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO E AO REAJUSTE DE 7,72% DOS APOSENTADOS

A Entidade _____________ decidiu enviar esta carta diretamente ao Presidente Lula reivindicando que a Presidência da República não vete os Projetos de Lei que determinam o reajuste de 7,72% para os aposentados que recebem acima de um salário mínimo e acaba com o famigerado fator previdenciário, que foram aprovados recentemente na Câmara de Deputados e no Senado Federal, por amplíssima maioria de votos dos parlamentares.

O Fator Previdenciário foi uma medida profundamente injusta, criada no Governo FHC, que visa reduzir o valor das aposentadorias e aumentar o tempo de trabalho. Sempre foi uma reivindicação do movimento sindical brasileiro, acabar com esta terrível medida.

E, nada mais justo, que os aposentados brasileiros, que vem sofrendo nos últimos anos uma tremenda desvalorização de suas aposentadorias, desde a desvinculação delas com o salário mínimo, tenham um reajuste de 7,72%. Reajuste este, que inclusive ainda fica abaixo do determinado aos aposentados que ganham até um mínimo.

Secretaria Executiva Nacional da Conlutas

quinta-feira, 13 de maio de 2010

13 de maio - “Dia da falsa Abolição”! Manifesto Nacional pela liberdade e igualdade racial!



MOVIMENTO NACIONAL QUILOMBO
RAÇA E CLASSE DA CONLUTAS

            Manifesto Nacional dos 13 de maio- “Dia da falsa Abolição”!

Cadê a liberdade e a igualdade racial!


“Num país onde milhares de trabalhadores negros e nordestinos são escravizados...”.

 13 de Maio-Dia da libertação dos escravos, na visão do povo negro, ainda hoje vêem como concessão da Redentora (Princesa Isabel), este fato histórico não pode ser explicada apenas como resultado da propaganda das classes proprietárias.  As elites sempre usaram esse dia para dizer que era uma vitória para as classes trabalhadoras escravizadas o fim do cativeiro e dos castigos corporais.
Mas sabemos que o estado brasileiro e as elites têm uma divida histórica econômica, cultural, social e moral com os afro-brasileiros, pois usaram a mão-de-obra dos trabalhadores  escravos: e não pagaram direitos sociais como aposentadorias,  e nem salários a milhões de homens e mulheres seqüestrados da África, como os povos originários (índios), no passado.
 A escravidão foi a forma mais lucrativa para os capitalistas e foi o modelo de trabalho mais perverso da humanidade, que redeu muita riqueza para o tesouro nacional e as classes ricas e latifundiárias da época.
O movimento negro na década de 90 passou a comemorar o 20 de novembro – dia nacional da consciência negra – morte de Zumbi e o fim do quilombo de Palmares como uma resistência do povo negro  versus ao 13 de maio que é visto como uma falsa abolição , é um dia que repudiamos nossos governos e os patrões que até hoje super-exploram e oprimem a classe trabalhadora principalmente negras e negros.
Já se passaram 122 anos da Abolição da escravatura, mas na realidade não se aboliu a exploração e a opressão do sistema capitalista, segundo os dados do Ministério do Trabalho ainda há mais de 24 milhões de trabalhadores em situações no mundo do trabalho análogas à escravos, porém esse fato que é comprovado pelos órgãos fiscalizadores, não são passíveis de soluções rápidas pelo estado brasileiro.
  A partir de 1995 o Ministério do Trabalho resgatou mais de 36 mil trabalhadores em situação análogas a de escravos no campo e nas cidades sendo vitima dos patrões e da conivência da Justiça e dos governos. 
Os maiores escravocratas são as empresas que exploraram negócios na Amazônia legal que é recordista em libertação de trabalhadores e em números de fazendas em que há autuações e onde se concentram a exploração e opressão da classe trabalhadora baseado nos trabalho escravo ainda nos dias de hoje.
Esta realidade  não è muito diferente nas cidades, onde há milhares de trabalhadores e trabalhadoras desempregados, no subemprego ou em empregos precários como os imigrantes latinos americanos cativos em tecelagens, oficinas de costuras e na construção civil.
  A Organização Internacional do Trabalho - OIT diz que no mundo existem mais de 12 milhões de pessoas em trabalhos forçados ou em situação de risco de vida, desempenhando trabalhos que não melhoram em nada sua condição de vida.    
Em 2003, criou-se por parte do governo LULA uma campanha pela erradicação do trabalho escravo no Brasil. Mas até agora essa situação não mudou, e as políticas compensatórias e assistencialistas do governo federal vem agudizando a situação dos pobres e aprofundando o desemprego e a violência policial que matam nossos jovens negros nas comunidades pobres, periferias e favelas.
Hoje a população negra representa maioria da classe trabalhadora  mais explorada e oprimida no país, nos setores da construção  civil, transportes, mineradoras, metalurgias, áreas de serviços domésticos e no comércio, as marcas da escravidão estão até hoje nas relações estabelecida entre o capital e o trabalho que aprofundam um racismo às avessas onde a população negra é colocada a margem da sociedade capitalista e relegados a cidadãos de segunda categoria.
Pela unificação da classe trabalhadora rumo aos Congressos da Conlutas e do Conclat

A Coordenação Nacional de Lutas (CONLUTAS) nasce devido à necessidade de organizar uma alternativa de luta para a classe trabalhadora no país, diante da adaptação, das maiores centrais sindicais e de muitos movimentos populares, ao governo Lula.
A CONLUTAS é uma experiência nova na organização dos trabalhadores e demais setores explorados e oprimidos em nosso país, pois apesar de ser prioritariamente composta por entidades sindicais, incorpora também organizações populares, movimentos sociais e estudantis, numa mesma organização nacional, de frente única, classista, autônoma, independente, democrática e internacionalista.
Contudo hoje precisamos construir uma nova entidade nacional de frente única mais ampla que a CONLUTAS que seja uma alternativa de direção ao governismo representado pela CUT, Força Sindical, CTB, entre outras entidades governistas.
Para concretizar essa unificação estamos convocando junto as demais entidades participantes do processo de unificação (Intersindical, MTST, MAS, MTL e Pastoral Operária de SP), o Congresso da Classe Trabalhadora – CONCLAT.
Todos a Reunião Nacional da Coordenação Nacional da Conlutas nos dia 22 e 23 de Maio em S.Paulo-
 Visite nossos sites htpp//quilomboracaeclasse. blogspot.com, www.congressodaConlutas.org.br e www.congressodaclassetrabalhadora.org.br



terça-feira, 4 de maio de 2010

Fotos 1º de maio de luta aconteceu com uma caminhada entre o Morro do Céu e do Bumba, em Niterói

O ato unificado do dia internacional dos trabalhadores ocorreu em Niterói, na caminhada estiveram presentes cerca de 1.500 lutadores e foi marcado por muita emoção, teve também, a participação de diversas comunidades do Rio e Niterói e contou com o apoio da população local, que ainda se encontra em situação muito precária, pois ainda estão presentes os estragos causados pelas chuvas e pelo omissão da Prefeitura, do Estado e do Governo Federal, muitos abandonaram suas casas e estão vivendo em escolas próximas, sem nenhuma assistência como relataram diversos moradores. As fotos foram feitas pelos companheiros Otávio Raposo e Flávio Vasconcellos.











terça-feira, 13 de abril de 2010

Parte das Resoluções do II Encontro de Negros e Negras da Conlutas


Resoluções do II Encontro Nacional de Negras e Negros da Conlutas


Dia 26/03/2010 – SINDJUSTIÇA-RIO


Primeira Votação:


CAPÍTULO III: DOS PRINCÍPIOS DA CONLUTAS


Art.1° - São princípios que norteiam o Movimento Quilombo Raça e Classe da Conlutas.


Parágrafo primeiro – É baseado no processo histórico das populações oriundas da África e seus descendentes no Brasil e no mundo que, por terem sido estes, explorados e oprimidos nas condições de trabalhadores escravizados, durante os três séculos e meio, em todo território Nacional brasileiro, tal qual em África e toda diáspora africana, sendo estes responsáveis pela produção das riquezas acumuladas pelas ínfimas minorias que, dela desfrutam até os dias de hoje. Trabalhos estes que possibilitaram a consolidação das bases de estruturação do sistema capitalista mundial neste país e no mundo até os dias de hoje. Sistema este que mantém toda uma política de marginalização, descriminação e opressão de parcelas de milhões de mulheres e homens negras(os) que, continuam a viver na base da pirâmide da estrutura da sociedade brasileira bem como em todo mundo.O combate permanente ao racismo e ao capitalismo sem trégua, deve ser o norte da ação do Movimento Quilombo Raça e Classe da Conlutas, pois é este sistema e seus agentes e administradores  que,  nutrem-se a séculos  desta lógica perversa de opressão e exploração combinadas. Essas deverão ser o norte das ações do Movimento Quilombo Raça e Classe da Conlutas, em toda a sua atuação a nível Nacional e Internacional. Aonde houver um só ser humano vitimado pela ação do racismo e do capitalismo, o movimento Quilombo Raça e Classe da Conlutas não evitará esforços para combater tais ações para por fim a essas práticas, tais como o, machismo, homofobia e qualquer outra forma de opressão, exploração a qualquer ser humano.   


A independência de classe. A atuação do Quilombo Raça e Classe da Conlutas deverá basear-se no pressuposto de que a libertação do povo Negro e dos  trabalhadores, será obra dos próprios trabalhadores e do povo com suas ações diretas. Para não fugir aos seus objetivos o Quilombo Raça e Classe da Conlutas deve se pautar pela mais completa independência política, financeira e administrativa em relação à classe empresarial, à burguesia classicamente considerada, aos governos e ao Estado sendo, pois, também incompatível.


a) O recebimento de quaisquer recursos financeiros oriundos da União, dos Estados, dos Municípios ou de empresários e organismos do Imperialismo;


b) A ocupação, pelos dirigentes do Movimento Quilombo Raça e Classe da Conlutas, de cargos ou funções públicas de confiança em qualquer instância governamental.


Parágrafo segundo - A construção da unidade na luta dos trabalhadores e do povo oprimido e explorado, bem como das organizações negras que queiram lutar de maneira independente dos governos e patrões será um objetivo a ser seguido pelo Movimento Quilombo Raça e Classe da Conlutas. O Movimento Quilombo Raça e Classe da Conlutas defenderá e atuará para assegurar a unidade dos trabalhadores e dos povos oprimidos na luta por defender seus direitos e interesses. A unidade é um meio fundamental para fortalecer os trabalhadores nas suas lutas. O movimento Quilombo Raça e Classe da Conlutas, no entanto, não aceitará a utilização da defesa da unidade, como forma de sacrifício à independência de classe dos trabalhadores e dos povos oprimidos ou paralisar suas lutas, vez que tal atitude, além de contrariar o próprio princípio, ao contrário de aproximar os trabalhadores afasta-os de seus objetivos imediatos e históricos.


Parágrafo terceiro - A defesa da ação direta. O Movimento Quilombo Raça e Classe da Conlutas defende a ação direta do movimento Negro e dos trabalhadores, sua mobilização coletiva, como uma forma privilegiada de luta. Isso não significa desprezar a importância de outras formas de luta como a atuação no parlamento ou a luta jurídica; tampouco significa deixar de utilizar as negociações e acordos sempre quando que se fizerem necessários e forem aprovados na base. Mas todas as demais formas de atuação do movimento Negro e dos trabalhadores deverão estar subordinadas à sua ação coletiva, à sua mobilização, pois essa é a principal garantia de vitória do movimento negro e da classe trabalhadora.


Parágrafo quarto - A autonomia frente aos partidos políticos. O Movimento Quilombo Raça e Classe da Conlutas, sendo uma organização do movimento Negro e de classe, sem caráter partidário, é autônomo em relação aos partidos políticos e deverá sempre preservar sua autonomia em relação a eles, o que significa que todas as suas decisões – políticas, administrativas e financeiras - serão tomadas de forma soberana nas suas instâncias de deliberação. No entanto o Movimento Quilombo Raça e Classe da Conlutas deve posicionar-se sobre os acontecimentos políticos na sociedade. Valorizará e receberá de bom grado, em suas instâncias, todos as negras e negros trabalhadores militantes, ou não, em entidades,movimentos ou partidos.


Parágrafo quinto - A democracia e a unidade na ação. O Movimento Quilombo Raça e Classe da Conlutas deve pautar todo o seu funcionamento em formas e processos que assegurem a democracia e um rico e saudável debate interno, respeitando a diversidade política existente em seu interior. Os processos de decisões de suas políticas devem basear-se em ampla participação da militância. Conseqüentemente, as decisões tomadas de forma coletiva e democrática devem assegurar a unidade na ação e todos os seus componentes, fortalecendo a capacidade de luta do conjunto.


Parágrafo sexto - A solidariedade internacional entre os povos oprimidos e explorados da classe  trabalhadora deve primar pela unidade dos trabalhadores e organizações da classe trabalhadora e em defesa dos seus direitos e interesses, é um objetivo permanente a ser buscado pelo movimento Quilombo Raça e Classe. A libertação dos oprimidos e da  classe trabalhadora de toda forma de opressão e exploração que ela sofre no mundo em que vivemos, é uma tarefa que não se inscreve apenas nos marcos de um país e, sim, deve ser tomada a nível internacional.


(Inclusão no Plenário e aprovado por unanimidade) - Lutar contra o racismo, sempre será lutar contra o capitalismo o fio condutor da opressão e da exploração do nosso povo e da nossa classe. Deste modo o movimento Quilombo raça e classe da Conlutas tem como objetivo estratégico à construção de uma sociedade socialista, democrática e pluriétnica.


VALEU ZUMBI SUA LUTA É O NOSSO MAIOR ENSINAMENTO, SEU LEGADO VAMOS SEGUIR ATÉ A VITORIA FINAL.


AXÉ
MOVIMENTO QUILOMBO RAÇA E CLASSE DA CONLUTAS





Segunda Votação:


Plano de Ação:


O plano de ação a ser aprovado no II Encontro de Negras e Negros da Conlutas precisa organizar e ordenar nossas atividades para que possamos dar conta dos desafios fundamentais que a conjuntura coloca para os trabalhadores e jovens negros e negras do nosso país.  Não pretendemos excluir nenhuma demanda de luta, apenas é necessário organizar o conjunto de tarefas que temos, para otimizar nossas forças.


O plano proposto toma como tarefa central a luta contra a discriminação e a opressão racial nas mais variadas formas e nos mais variados espaços, onde estejamos.


Considerando o atual momento da conjuntura internacional e nacional em que vivemos, em que a classe trabalhadora de conjunto, mas em especial o povo negro, passam de ataques aos direitos trabalhistas, de total repressão e violência contra a pobreza e os movimentos sociais, ao nível baixo em que se encontra a discussão política da Questão Racial nas Entidades e Movimentos, propomos inserir nas campanhas de todas as categorias, materiais das entidades e movimentos da Conlutas, sempre algum tema do nosso programa do I encontro de Negras e Negros – nov/2007 – UERJ-SGO referendado e adendado no II Encontro de Negros e Negras – no SINDJUSTIÇA – Rio de Janeiro e das nossas bandeiras e exigências:


Bandeiras de Luta: 


Vamos Lutar contra o Racismo em casa, na escola e no trabalho!


Negros e negras não vão pagar pela crise!Que os ricos paguem!


Cotas, ações afirmativas e Reparações, ao povo negro!


Solidariedade Sim! Ocupação Militar Não! Fora as tropas do Haiti! (adendo)


Nenhuma confiança em Lula e Obama! Queremos governos socialistas de trabalhadores! Não há Capitalismo, sem Racismo!


Defendemos e Exigimos:


·          Emprego e salário digno!


·          Saúde e Educação anti-racista e 100% pública!    


·          Legalização e direito ao aborto!


·          Liberdade de expressão para cultura afro-brasileira (candomblé, capoeira, blocos de afoxé, hip-hop, etc..)


·          Basta de assassinatos de negros e negras nas comunidades!


·          Não à violência racista e imperialista e à criminalização dos movimentos sociais (trabalhadores informal, ocupações, sem-terra, sem-teto)!


·         Que o governobrasileiro, que tanto fala em sua solidariedade ao povo haitiano, que relmente o demonstre nesse momento, retirando as tropas brasileiras de ocupação e utilizando o dinheiro que é gasto com aas mesmas em ajuda de fato humanitária, classista e respeitando a autonomia e soberania do povo haitiano;


·          Titularização de terras de quilombolas e indígenas!


·          Anistia total para João Cândido e sua família!   


·          Tolerância religiosa e amparos sociais (como aposentadorias) a sacerdotes e sacerdotisas das religiões afro-brasileiras!


A questão racial vem à anos sendo dirigida por setores reformistas e burgueses, além dos ataques a população negra trabalhadora promovidos por capitalistas e neoliberais e implementado no Brasil pelo governo Lula, e nos estados e municípios por sua base aliada bem como por governos de direita, hoje em decadência.


E apesar dos movimentos sindicais e movimentos sociais terem durante muito tempo sofrido a influência destes setores, não promovendo uma discussão classista sobre a necessidade da luta da questão racial, o GT Negras(os) da Conlutas conseguiu em seu I – Encontro Nacional de Negras e Negros(2007)  avançar em suas discussões e resoluções, apontando para a discussão de um Novo Movimento Negro, referendado pelo I Congresso Nacional da Conlutas(2008), nos marcos do classismo, que defenda as bandeiras da questão racial contra toda a forma de preconceito e opressão ao negro(as) e contra o capitalismo, o II – Encontro Estadual da Conlutas resolve:


·                     Nomear o movimento da questão Racial da Conlutas de Movimento Quilombo Raça e Classe e votar uma  carta de Principio para o movimento.


·                     votar uma Coordenação Ampliada Nacional para  Quilombo Raça e Classe que se reuna a cada Mês e movimento realizar encontros por categoria e movimentos e localidades.


·                     Impulsinar a criação/ativação das secretarias e coordenações de combate à discriminação racial nas entidades e movimentos filiados a Conlutas e a Nova Central


·                     Homenagear neste II Encontro de Negras e Negros da Conlutas resolve homenagear os 100 anos da Revolta da Chibata e o Marinheiro João Cândido.


·                     Proposta de um Jornal nacional permanente, que apresente o movimento Quilombo raça e Classe da Conlutas, e que fortaleça a organização de uma página Online dentro do saite da Conlutas e o Blog www. quilomboracaeclasse.blogspot.com





Terceira Votação:


Sobre a Direção:


Foi encaminhado para os estados (RJ, SP, MG, RS, SC, MA, PA, BA, PE, SE e demais estados que queiram se incorporar) a tarefa de discutir e eleger nos fóruns do GT de Negras e Negros da Conlutas (os estados que não tem GTs Negras e Negros devem discutir na Secretaria Executiva Estadual) dois companheiros ou companheiras para compor a Coordenação Nacional, devendo comunicar com antecedência às Coordenações estaduais, regionais e locais da Conlutas e as mesmas à Coordenação Nacional da Conlutas e ao GT Nacional de Negros e Negras.


Sobre Reorganização:


a)                  Foi reafirmado o programa do I Encontro do Encontro Nacional de Negras e Negros da Conlutas e o fortalecimento do Movimento Quilombo Raça e Classe da Conlutas, e defendemos a filiação do Movimento Raça e Classe da Conlutas à Nova Central.


b)                  Defendemos a  posição do caráter da nova Central Sindical, Popular e Estudantil. E, para a nova entidade, com a participação dos movimentos de luta contra as opressões (como Movimento  Quilombo Raça e Classe da Conlutas, Mulheres em Luta e movimento contra a Homofobia  da Conlutas).


c)                  Votamos indicativo de 03 delegados  representativos do Movimento Quilombo Raça e Classe ao Congresso da Conlutas.

sábado, 3 de abril de 2010

Fotos do II Encontro de Negros e Negras da Conlutas
















O II Encontro Nacional de Negros e Negras da Conlutas, foi realizado no dia 26 de março, no Rio de Janeiro e contou com a participação de diversos setores do movimento negro do país. Um dos temas abordados foi o fortalecimento da luta pela retirada das tropas brasileira do Haiti.
As fotos são da companheira Maria de Fátima.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Em defesa dos trabalhadores do Rio e do Brasil, covardia é privatização e a corrupção


Covardia é privatização e corrupção

Todos estamos acompanhando a polêmica sobre os royalties do petróleo e a oposição do governador fluminense, Sérgio Cabral, à chamada emenda Ibsen.
A emenda, que propõe alterar a distribuição entre os estados e municípios da Federação, representaria uma perda de R$ 7 bilhões para o Estado do Rio de Janeiro, incluindo aí receitas dos municípios beneficiados.

De cara, nos parece difícil de imaginar esta quantia de dinheiro e é fácil ver que será realmente uma grande perda. É claro que qualquer quantia que deixe de vir para a educação, saúde ou transporte do Estado certamente nos faz falta.

Mas a questão é justamente esta! Quem já viu a cor deste dinheiro? Quem se beneficia com os petrodólares – os usuários do metrô e pacientes dos hospitais públicos é que não são! Talvez possamos achar essa dinheirama em algumas meias ou cuecas, em contas numeradas na Suiça ou nos lucros das empreiteiras, disfarçadas de obras públicas do PAC, além das negociatas com empresários do esporte nas Olimpíadas e na Copa.

Os trabalhadores podem perceber que Cabral e sua turma querem utilizar a população para garantirem que os vultuosos tributos sobre o petróleo continuem servindo para se perpetuarem no poder.

As condições de vida nos municípios e estados que recebem atualmente bilhões de reais de roaylties, deixa claro que esta história de defender o Rio é papo-furado de quem está de olho no caixa da campanha para reeleição.

Os trabalhadores devem controlar a utilização das receitas

Covardia maior contra o povo pobre do Estado é se apoderar do dinheiro dos royalties para seu próprio benefício. Portanto, as organizações populares, os sindicatos combativos, os partidos operários, enfim, os trabalhadores organizados em suas associações devem deliberar coletivamente onde serão utilizados estes e todos os outros recursos do Estado. Deliberar e fiscalizar sua utilização, para combater o verdadeiro “linchamento” contra nosso povo, utilizando as palavras do governador.

Temos que estudar como as cidades produtoras poderão receber recursos extras, pois sofrem um grande impacto social e ambiental devido à produção. No entanto, não podemos cair na armadilha de ficar brigando pelos royalties, enquanto o novo marco regulatório, apresentado por Lula, segue no mesmo sentido entreguista de FHC, pois reserva às multinacionais a maior parte do pré-sal e do restante do petróleo e gás brasileiros.
O projeto do Governo Lula, a Emenda Ibsen e as lágrimas de crocodilo de Sérgio Cabral: todos querem deixar tudo como está. Fingindo lutar pelos anéis, entregam-se os dedos.

Acontece que nem Cabral, nem Ibsen nem Lula reclamam para o povo a maior parte da riqueza do pré-sal. Todo esse chororô dos políticos nas páginas dos jornais também está servindo para que não debatamos o destino do grosso do dinheiro proveniente do petróleo e gás brasileiros.

Essa briga entre os poderosos não passa de uma nuvem de fumaça para esconder o grande assalto ao povo fluminense e brasileiro: nossas riquezas, incluindo o petróleo do pré-sal, continuam sendo entregues para o interesse privado nacional e internacional.

O tão alardeado marco regulatório do petróleo, aprovado segundo a vontade do governo federal, na verdade prevê a continuidade da realização dos famigerados leilões das reservas. Segue dividindo o lucro com as multinacionais. Perpetua-se a maior parte das ações da Petrobrás na mão da iniciativa privada e, dentre esta, boa parte no exterior. Lula negou-se a retomar para o Brasil as riquezas entregues por FHC e agora ele mesmo continua a sangria.

Para piorar, há mais uma emenda em jogo, que considera os royalties como custo de produção e, como tal, deve ser ressarcido às empresas em petróleo, ou seja, quem desembolsará estas quantias das quais falamos é o Brasil e não as multinacionais consorciadas... Ô negocinho bom pra dar dinheiro fácil...



10 PONTOS QUE DEMONSTRAM QUE PROJETO DE LULA PARA O PETRÓLEO É UMA CONTINUIDADE DE FHC (E COM OS QUAIS CONCORDAM SÉRGIO CABRAL E IBSEN PINHEIRO)



1 - NÃO SE RETOMARÁ NENHUMA DAS CONCESSÕES FEITAS POR FHC E LULA

2 - OS LEILÕES NÃO SERÃO ANULADOS, AO CONTRÁRIO, VÃO CONTINUAR

3 - OS 29% JÁ ENTREGUES DO PRÉ-SAL CONTINUARÃO EM REGIME DE CONCESSÃO.

4 - A PETROBRÁS SOMENTE TERÁ EXCLUSIVIDADE A 30% DA ÁREA QUE NÃO FOI LEILOADA NO PRÉ-SAL, QUE CORRESPONDE A 21% DO TOTAL DA ÁREA.

5 - O REGIME DE PARTILHA NÃO GARANTE A APROPRIAÇÃO DE NEM 50% DO PETRÓLEO EXTRAÍDO.

6 - A NOVA ESTATAL, A PETRO-SAL, SERVIRÁ PARA EMPREGAR OS APADRINHADOS DO GOVERNO QUE NÃO VÃO SUJAR A MÃO DE ÓLEO.

7 - A PETROBRÁS PASSARÁ A SER UMA PRESTADORA DE SERVIÇO (TERCEIRA) DA NOVA ESTATAL.

8 - A CAPITALIZAÇÃO DA PETROBRÁS PODERÁ AUMENTAR A PARTICIPAÇÃO DOS ACIONISTAS DA BOLSA DE NOVA YORK.

9 - COM A PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRÁS, OS DIREITOS DOS TRABALHADORES DA EMPRESA SERÃO ATACADOS E A REPRESSÃO IRÁ AUMENTAR.

10 - O FUNDO SOCIAL SOBERANO SERÁ UM GRANDE FUNDO DE CAMPANHA PARA A DILMA.



Não participamos do ato do dia 17!

Entidades reagem a demagogia de Cabral e reforçam a verdadeira luta pelos interesses do povo.

Entidades nacionais operárias e estudantis, como a CONLUTAS e a ANEL, além de sindicatos locais como SINTUPERJ, SINDJUSTIÇA, SINDIPFAETEC, SEPE-RJ, os participantes do MUSPE (Movimento Unificado do Serviço Público Estadual), bem como os petroleiros do BASE (Bloco Sindical que compõe a diretoria do Sindipetro-RJ) já se posicionaram pela não participação deste ato falacioso.

Acreditamos, junto com os companheiros da campanha “O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO”, em defender o monopólio estatal do petróleo e gás.

Construir esta campanha, independente do governo e dos empresários nacionais e estrangeiros, é a forma correta de defender a melhor destinação do dinheiro proveniente de nossas riquezas.

Queremos este monopólio exercido unicamente por uma Petrobrás 100% estatal e pública sob controle dos trabalhadores.

Exigimos o fim dos leilões e a retomada das reservas leiloadas sem indenização às multinacionais que já tanto nos lesaram.

Queremos a extinção da Agência Nacional do Petróleo e estamos contra a criação da PetroSal.

Propomos o fim do Conselho Nacional de Política Energética controlado pelo governo Lula, propomos um Conselho Popular de Política Energética formado sob o critério eletivo, através do voto dos trabalhadores e assegurando-se a presença de entidades dos movimentos sociais, de forma a assegurar a orientação da gestão para os interesses sociais.

Estas são algumas medidas que podem realmente transformar a riqueza do fundo do mar em mudança de verdade na vida da população mais necessitada de nosso Estado.


Gualberto Tinoco (Pitéu)

Eduardo Henrique S. Costa

Alexandre Lopes Francisco

Membros da Secretaria

Executiva Estadual da Conlutas RJ

terça-feira, 16 de março de 2010

II Encontro de Negros da Conlutas será dia 26 de março no Rio

O II Encontro de Negros e Negras será realizado dia 26 de março, no Rio de Janeiro. Este encontro foi deliberado a partir das resoluções aprovadas em 2007, no I Encontro de Negros e Negras da Conlutas.

Devido à preparação para o Congresso Nacional da Conlutas e o Congresso da Classe Trabalhadora, o GT Nacional de Negras e Negros propôs, a realização desse importante evento Sindical, Popular e Estudantil, com o objetivo de fortalecer a questão racial dentro do processo de reorganização na nova Central, como também a consolidação do Movimento Quilombo Raça e Classe em nível nacional. O local do encontro será confirmado, mas já existe uma previa de que será no Sindjustiça/RJ.

Para inscrição é necessário que até os dias 22/03 sejam enviadas as atas das reuniões de diretoria e as assembléias no movimento sindical, popular, da juventude e de opressões que incluam como pauta esta discussão: Conjuntura e Movimento Negro e Opressões, Congresso da Conlutas e Congresso da Classe Trabalhadora, Reorganização, Perspectivas do Quilombo Raça e Classe, Planos de Lutas e Balanço 2007-2009. O critério de participação será de três presentes para um delegado.

Enviar as informações da eleição de delegados nos estados para os e-mails: jcondaque@yahoo.com.br e conlutas-rj@conlutas.org.br

Valor da Taxa:

Entidades = R$ 20,00;

Minorias/Oposições/Juventude/ Mov.Sociais = R$ 10,00

Do dia 3 ao dia 15 de março os estados podem enviar textos para o encontro.

Haverá uma tese única do GT Nacional da CONLUTAS.

Envie ou Ligue (021) 8770-1099 e 8649-3543 jcondaque@yahoo.com.br e fariasmaristela@gmail.com

REGIMENTO INTERNO: (texto constará na tese do encontro)

ABERTURA: (Entidades e Partidos) - Das 09h às 9h45 (5min. para cada expositor e mediador)

Quilombo Urbano; Luta Armada; Círculo Palmarino; MNU; Intersindical; MTL; PSTU; PSOL: PCB;

MESA I: CONJUNTURA - Das 9h50 às 11h5 (15min. para cada expositor e 5min. para o mediador)

Executiva da CONLUTAS; Quilombo Raça e Classe; ANEL; Mulheres em Luta; GLBT;

PLENÁRIO: Das 11h15 às 12h30 (15 intervenções de 3min.)

Das 12h30 às 12h55 (5min. para cada expositor e mediador)

MESA II: BALANÇO e RESOLUÇÕES 2007/2009 e TÁTICA e ESTRATÉGIA do QUILOMBO RAÇA e CLASSE - 14h às 16h

Quilombo Urbano e GT Negros e Negras da Conlutas

PLENÁRIA FINAL: PLANO de LUTA e RESOLUÇÕES - 16h às 18h

segunda-feira, 1 de março de 2010

Solidariedade de classe

Conlutas enviou segunda remessa para o Haiti no valor de R$ 58.728,90; já se prepara para a terceira

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A Conlutas fez uma nova remessa para a organização operária e popular do Haiti, Batay Ouvriye. Desta vez, o valor foi de R$ 58.728,90. Essa já é a segunda remessa enviada pela entidade. Desta vez, com doações arrecadadas em locais de trabalho, escolas, comunidades e durante mobilizações que ocorreram no período.

A primeira doação, enviada na segunda semana de fevereiro, foi de R$ 104.838,65, o que, somada a esta, totaliza envios de R$ 163.567,55.

Mal fez a segunda remessa, nossa entidade já se organiza para a terceira, que também virá de trabalhadores que aprovaram doações com desconto em folha de pagamento.

A campanha da Conlutas é considerada uma grande vitória de expressão da solidariedade de classe e da mobilização pelo fim da ocupação militar no Haiti. Em cada um dos lugares onde foi realizada a campanha, esses dois pontos foram o centro do nosso discurso: fazer envio para organização de luta dos trabalhadores e popular para que possam, além de batalhar pela sua própria sobrevivência, começar a reorganizar suas entidades de classe que lutam pela soberania de seu país contra o imperialismo e seus governos aliados.

Veja as doações:

CONSTRUÇÃO CIVIL DO PARA = 1.000,00

SINDSEF - SP = 5.000,00

SUB-SEDE - APEOESP LAPA = 1.000,00

MUNICIPAIS DE JACAREI = 1.000,00

MUNICIPAIS DE BAURU = 1.000,00

FEDERAÇÃO METALÚRGICA DE MG = 3.000,00

COMERCIÁRIOS DE NOVA IGUAÇU = 10.000,00

CONSTRUÇÃO CIVIL DO CE = 1.000,00

CNESF = 20.000,00

CONLUTAS AP = 400,00

SINTRAJUD - SP = 5.000,00

ANEL = 261,40

ADMAP = 6.000,00

MUNICIPAIS DE SANTO ANDRÉ = 1.000,00

CENPES (Const. Civil Emprend. Petrobas) = 268,65

CONTRIBUIÇÕES INDIVIDUAIS = 3.017,85

Obs:

Na primeira remessa foi enviado: R$ 104.838,65 + IOF R$ 398,38 = R$ 105.237,03

FICOU SALDO DE R$ 5,02

Na segunda remessa: R$ 58.952,92 + IOF R$ 224,02 = R$ 58.728,90

Redaçaõ Conlutas

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Reunião Comitê de Solidariedade com o Povo do Haiti dia 01 de março de 2010

ESTAMOS CONVOCANDO O COMITE DE SOLIDARIEDADE DO HAITI NO RIO PARA UMA REUNIÃO NO SINDIPETRO-RJ AS 18:00

INFORMES DA REUNIÃO DE SÃO PAULO DO COMITE NACIONAL (23/2)

E CONTINUAÇÃO DA CAMPANHA FINANCEIRA E ATIVIDADES POLITICAS (DEBATES E ATOS QUE FORTALEÇAM A CAMPANHA DE APOIO AOS HAITIANOS)


COMPAREÇAM,
SAUDAÇÕES,

JULINHO- CONLUTAS-RIO E SANDRA QUINTELA - JUBILEU SUL

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Vídeo Show Caetano e Gil em São Paulo 1993 cantam Haiti

http://www.youtube.com/watch?v=M2mqbCNAugk



logo abaixo a letra da música

Letra da Composição: Caetano Veloso e Gilberto Gil

Haiti


Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão

Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba

Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sobre o 8 de março

Camaradas,



Em 2010, o "8 de Março" está completando 100 anos. Porém, apesar de muitas lutas, ainda há muito a conquistar.

Já no início de 2010 há fatos os quais não podemos nos conformar como o caso da cabelereira em São Paulo assassinada pelo ex-marido. Que é apenas um caso de muitos de violência contra a mulher no Brasil.

Tem também a questão da licença maternidade de seis meses, que além de não ser uma conquista para todas as trabalhadoras, já que tem que ser negociada com a empresa, mediante incentivo fiscal para as empresas que concederem o benefício. Esta medida do governo também não garante estabilidade.

Além disso, as trabalhadoras quando voltam da licença maternidade não tem com quem deixar seus filhos para retornar ao trabalho, já que no Brasil temos um enorme déficit de creches públicas.

Além disso, preocupado com a reação da igreja católica, Lula considerou um erro a inclusão no programa nacional de direitos humanos a questão da discriminalização do aborto. O que nos mostra mais uma vez o carater desse governo.

É por isso que convocamos todas a construção de um "8 de Março" combativo! Pois há pouco a comemorar e muito a conquistar!


Reunião Geral de Organização do 8 de Março:

Ontem (18/02) ocorreu na Conlutas a reunião de todos os setores que prepararam o 8 de março do ano passado. Nesta reunião, conseguimos fechar que o 8 de Março será um dia de luta com passeata ao final da tarde, mesmo incorporando atividades durante todo o dia. Isso é muito importante, tendo em vista que o Governo Lula estará aqui com a representante da Secretaria de Mulheres para uma "prestação de contas".


É muito importante que a Conlutas esteja na passeata com sua coluna de lutadoras e lutadores, faixas e cartazes. Para tal, estamos confirmando nossa reunião dia 23/02, às 18 horas, em nossa sede.

Aproveitamos para informar que prentendemos fazer uma reunião mais ampla, com setores dos movimentos sociais, sindicais e estudantis que não tenham ligação com governo, neste mesmo dia, após a nossa.

Enviem suas representações, contamos com vocês!


REUNIÃO da CONLUTAS

DIA 23/02 - TERÇA-FEIRA

18 HORAS

SEDE DA CONLUTAS RJ

(Rua Teotônio Regadas, 26, 602 - Lapa)



Pauta:



- 8 de março

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ao povo do Haiti

fonte:http://www.fsm.com.br/web/portal/images/stories/banner_haiti.jpg

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Vídeo solidariedade com o povo haitiano

http://www.youtube.com/watch?v=3ao5f9wrxXk

Organização haitiana Batay Ouvriye: chamado à solidariedade

Nota do Batay Ouvriye:


Chamado à solidariedade ante ao fatal terremoto que sacudiu Porto Príncipe, Haiti, em 12 de janeiro de 2010

• O terremoto de 12 de janeiro que abalou Porto Príncipe feriu profundamente a nós, o povo haitiano.


Além dos edifícios públicos, os bairros populares foram os mais destruídos. Não é surpreendente, são os mais fragéis, os mais instáveis: o Estado nunca nos propiciou nenhum serviço, nenhuma consolidação, nenhuma atenção. Ao contrário, sempre querem nos expulsar, deslocar, desta forma não temos nem tempo nem capacidade para consolidar nossa situação tão precária.

Enquanto alguns capitalistas tratam de forçar os operários a voltarem ao trabalho em fábricas ainda danificadas, enquanto os donos dos grandes comércios se opõem em distribuir suas mercadorias e as vendem a alto preço, enquanto o Estado mostra e demonstra novamente, como sempre, sua ausência, sua incapacidade e incompetência (a única coisa que sabem fazer é roubar e manobrar, apoiando os proprietários, os burgueses e outras multinacionais); enquanto a polícia nacional brilha por sua ausência (a única coisa que sabem fazer é reprimir o povo); enquanto as forças imperialistas estão claramente aproveitando-se da ajuda que dão para estabelecer uma evidente e, em sua intenção, definitiva tutela... operários, trabalhadores de todo tipo, massas populares em geral sofrem, extremamente dependentes, nesta situação catastrófica.

Alguns órgãos de imprensa têm estimulado o desenvolvimento de aspectos progressivos ao permitirem, por suas emissoras, o mínimo de coordenação no terreno, vários comitês populares estão trabalhando sem descanso para fazer todo o possível, mas: não há meios, não há capacidade de intervenção! Na verdade, este terremoto, além de ter nos massacrado, física e moralmente, supera em muito nossas capacidades populares de intervenção.

No Batay Ouvriye (Batalha Operária), apesar de seus quadros estarem em sua maioria vivos, muitos perderam familiares, casas, os escassos bens... muitos estão feridos, estropiados, enquanto temos que enterrar nossos mortos, sobreviver enquanto já é quase impossível.

Na medida do possível, recusamos passar pelas vias oficiais e governamentais de subministros. No entanto, a situação chega a ser impossível de se sustentar! Por isso, hoje, lançamos um CHAMADO DE SOLIDARIEDADE a todos os operários, todos os trabalhadores, todos os progressistas conseqüentes em todo o mundo para ajudar-nos a sair desta tão catastrófica situação.

De acordo com um inventário feito até agora, estas são as nossas necessidades:

Casas destruídas: US$ 50,000.00

Perda de bens: US$20,000.00

Feridos: US$10,000.00

Para sobreviver hoje: US$30,000.00

Gastos com mortos: US$10,000.00

Total US$120,000.00

A este total se deve acrescentar cerca de 40% devido à inflação galopante e que até agora não se sabe pra onde vai. Com isso, o total fica em aproximadamente US$170.000,00.

Depois da última grande mobilização em torno do salário mínimo, desenvolvemos vários contatos novos de camaradas operários valentes e coerentes. Vivem em bairros distantes, às vezes longes um do outro. Temos também que chegar a eles com nossa solidariedade ativa. Isso aumentará substancialmente os gastos. Por outro lado, nas zonas onde vivem os nossos militantes, algumas ações comunitárias de solidariedade popular têm ocorrido. Temos que nos envolver mais nelas para atrair aí nossas energias organizativas e, com isso, as orientações necessárias. Assim que seja possível (e, justamente, tendo à mão certa capacidade de intervenção mais concreta) oferecer novas iniciativas que serão em si (e no possível) resistência às formas de reconstrução que as classes dominantes se propõem realizar. Isso também vai requerer dinheiro. Considerando esses distintos tipos de ações e solidariedade, podemos dizer que o que necessitamos agora mesmo é, como total mesmo, uma soma de US$ 300.000,00.

Isso é o que nos permitirá sobreviver por agora, ajudar outros trabalhadores combatentes e conscientes a resolverem alguma coisa de sua vida concreta, e construir uma direção política na luta de classes que segue por cima dos escombros. Este último aspecto deve se desenvolver, se possível, rapidamente para conseguirmos reunir um máximo de força possível contra a um outro tipo de catástrofe que nos espera: a que os imperialistas, as classes dominantes e seu Estado reacionário estão nos preparando.

Agradecemos antecipadamente todos aqueles que se propõem em contribuir. O momento pede esta SOLIDARIEDADE internacional de classe. Se possível, ela, então, ajudará a aproximar, ainda mais ou inicialmente, avançando em nossa luta comum.

Para quem pensa mandar essa ajuda em espécie (medicamentos, água, comida, roupa, camas, cadeiras... ) o endereço de nossa sede em Porto Príncipe é: Batay Ouvrie, Delmas 16, #13 bis.

Para quem preferem mandar dinheiro, nossa conta bancária é:

Banco: City National Bank de Nova Jersey

Endereço: 900 Broad Street, Newark, NJ 07102

Número ABA: 0212-0163-9 Cidade de Newark, NJ


Para o crédito de:
Número da Conta: 01 000 98 45
Nome da Conta: Batay Ouvriye
Conta Endereço: Avenida João Paulo II, # 7

Naturalmente, deixaremos público a todos e cada um, a soma de dinheiro que recebermos em cada momento, e igualmente quanto custará cada atividade ou ação empenhada.

Batay Ouvriye
Porto Príncipe, 20 de janeiro de 2010

Nota do Batay Ouvriye: chamado à solidariedade


Chamado à solidariedade ante ao fatal terremoto que sacudiu Porto Príncipe, Haiti, em 12 de janeiro de 2010





Batay Ouvriye







• O terremoto de 12 de janeiro que abalou Porto Príncipe feriu profundamente a nós, o povo haitiano.



Além dos edifícios públicos, os bairros populares foram os mais destruídos. Não é surpreendente, são os mais fragéis, os mais instáveis: o Estado nunca nos propiciou nenhum serviço, nenhuma consolidação, nenhuma atenção. Ao contrário, sempre querem nos expulsar, deslocar, desta forma não temos nem tempo nem capacidade para consolidar nossa situação tão precária.



Enquanto alguns capitalistas tratam de forçar os operários a voltarem ao trabalho em fábricas ainda danificadas, enquanto os donos dos grandes comércios se opõem em distribuir suas mercadorias e as vendem a alto preço, enquanto o Estado mostra e demonstra novamente, como sempre, sua ausência, sua incapacidade e incompetência (a única coisa que sabem fazer é roubar e manobrar, apoiando os proprietários, os burgueses e outras multinacionais); enquanto a polícia nacional brilha por sua ausência (a única coisa que sabem fazer é reprimir o povo); enquanto as forças imperialistas estão claramente aproveitando-se da ajuda que dão para estabelecer uma evidente e, em sua intenção, definitiva tutela... operários, trabalhadores de todo tipo, massas populares em geral sofrem, extremamente dependentes, nesta situação catastrófica.



Alguns órgãos de imprensa têm estimulado o desenvolvimento de aspectos progressivos ao permitirem, por suas emissoras, o mínimo de coordenação no terreno, vários comitês populares estão trabalhando sem descanso para fazer todo o possível, mas: não há meios, não há capacidade de intervenção! Na verdade, este terremoto, além de ter nos massacrado, física e moralmente, supera em muito nossas capacidades populares de intervenção.



No Batay Ouvriye (Batalha Operária), apesar de seus quadros estarem em sua maioria vivos, muitos perderam familiares, casas, os escassos bens... muitos estão feridos, estropiados, enquanto temos que enterrar nossos mortos, sobreviver enquanto já é quase impossível.



Na medida do possível, recusamos passar pelas vias oficiais e governamentais de subministros. No entanto, a situação chega a ser impossível de se sustentar! Por isso, hoje, lançamos um CHAMADO DE SOLIDARIEDADE a todos os operários, todos os trabalhadores, todos os progressistas conseqüentes em todo o mundo para ajudar-nos a sair desta tão catastrófica situação.



De acordo com um inventário feito até agora, estas são as nossas necessidades:



Casas destruídas: US$ 50,000.00

Perda de bens: US$20,000.00

Feridos: US$10,000.00

Para sobreviver hoje: US$30,000.00

Gastos com mortos: US$10,000.00



Total US$120,000.00



A este total se deve acrescentar cerca de 40% devido à inflação galopante e que até agora não se sabe pra onde vai. Com isso, o total fica em aproximadamente US$170.000,00.



Depois da última grande mobilização em torno do salário mínimo, desenvolvemos vários contatos novos de camaradas operários valentes e coerentes. Vivem em bairros distantes, às vezes longes um do outro. Temos também que chegar a eles com nossa solidariedade ativa. Isso aumentará substancialmente os gastos. Por outro lado, nas zonas onde vivem os nossos militantes, algumas ações comunitárias de solidariedade popular têm ocorrido. Temos que nos envolver mais nelas para atrair aí nossas energias organizativas e, com isso, as orientações necessárias. Assim que seja possível (e, justamente, tendo à mão certa capacidade de intervenção mais concreta) oferecer novas iniciativas que serão em si (e no possível) resistência às formas de reconstrução que as classes dominantes se propõem realizar. Isso também vai requerer dinheiro. Considerando esses distintos tipos de ações e solidariedade, podemos dizer que o que necessitamos agora mesmo é, como total mesmo, uma soma de US$ 300.000,00.



Isso é o que nos permitirá sobreviver por agora, ajudar outros trabalhadores combatentes e conscientes a resolverem alguma coisa de sua vida concreta, e construir uma direção política na luta de classes que segue por cima dos escombros. Este último aspecto deve se desenvolver, se possível, rapidamente para conseguirmos reunir um máximo de força possível contra a um outro tipo de catástrofe que nos espera: a que os imperialistas, as classes dominantes e seu Estado reacionário estão nos preparando.



Agradecemos antecipadamente todos aqueles que se propõem em contribuir. O momento pede esta SOLIDARIEDADE internacional de classe. Se possível, ela, então, ajudará a aproximar, ainda mais ou inicialmente, avançando em nossa luta comum.



Para quem pensa mandar essa ajuda em espécie (medicamentos, água, comida, roupa, camas, cadeiras... ) o endereço de nossa sede em Porto Príncipe é: Batay Ouvrie, Delmas 16, #13 bis.



Para quem preferem mandar dinheiro, nossa conta bancária é:



Banco: City National Bank de Nova Jersey

Endereço: 900 Broad Street, Newark, NJ 07102

Número ABA: 0212-0163-9 Cidade de Newark, NJ

Para o crédito de:

Número da Conta: 01 000 98 45

Nome da Conta: Batay Ouvriye

Conta Endereço: Avenida João Paulo II, # 7





Naturalmente, deixaremos público a todos e cada um, a soma de dinheiro que recebermos em cada momento, e igualmente quanto custará cada atividade ou ação empenhada.





Batay Ouvriye



Porto Príncipe, 20 de janeiro de 2010